A ÁGUIA É LIVRE E LIVRE VOA NO CÉU DA CATEDRAL
Sexta-feira, 25 DE Agosto 2017

Este poema não era para ser publicado neste blog, mas dado que a minha indignação é tanta, por nos terem roubado outro titulo na época 2008/2009 (como já anda acontecer em quase 30 anos) não resisto de o publicar


 

O MAFIOSO BESTIAL


No calor da uma noite sortuda

Num ano efervescente

Numa cidade de bem estar

Terra de boa gente

Sucedeu um caso inédito

Deveras eloquente

Um tal Mafioso Costa

Danado p´ra brincadeira

Jogou uma alta parada

Oferecendo à alternadeira

Pão mesa e casa posta

Que tarde veio dar asneira


A sua falsa esposinha

Que depois lhe fez a cama

Passou a ser reles galinha

Não, digníssima primeira-dama

 

E vejam só...

 

Que no seio do seu clube

Foi considerada pessoa de bem

Não fosse ela, mulher do Norte

E de alguma formosura também

Talvez, por ser bela e esposa ardente

Do gerente da caixa forte

Conhecido também por presidente

E por Padre da freguesia das Antas

Que ao Vaticano levou sua consorte

Ao reverendo Papa das horas Santas 

Como a Santa filha madrasta

De altíssimo, raro e fino porte


Tornou-se um caso sério

Este presidente batoteiro

De provincianismo bacoco

Bom conselheiro e irmão

Distribuindo benesses e dinheiro

Por árbitros amigos corruptos

Pró seu clube brincalhão

Ser o eterno pomposo primeiro


O pior, é que a marosca

Tarde foi descoberta

A senhora de casa posta

Falou tanto do que sabia

E lá tramou de forma esperta

O super Mafioso Costa

Um velho abutre

Sábio de esperteza

Mergulhado na podridão

Que lhe cobre as finas penas

Quando discursa na certeza

De que é muito bem ouvido

P´las suas almas seguidoras

Tristes,sós, e bem pequenas


E quem diria…


Ele, que antes tanto sorria

E à Senhora de Fátima

Muitas preces oferecia

 

Este piroso personagem

Que usa a fé como capa

Para fazer sacanagem

Aos incautos de linhagem

Lá foi levado à justiça

Dos homens de sabedoria

Registando dele, muitas juras

Apesar da reles fina trama

Ter sido então descoberta

Na sua vida de fraca chama

De muita manha e mentira

Cheia de precioso veneno letal

Que vagueia de mansinho

Por sua mente suja e aberta


O tal falso ofendido

Na civil dita Justiça

Jurou, jurou p´la filha

Pedindo intervenção divina

Quando se sentiu perdido

P´ra que caísse todos os males

Sobre a pessoa querida

Que mais ama nesta vida

Por ser tudo grande mentira

Pois diz ser maquiavélico

Esta torpe acusação pura

Pendente sobre sua triste figura


Pois então...


Este homem de muito tacto

E para alguns de fina cultura

Diz ser vítima de grave acto

Duma vil acusação impura

De gente que anda aqui, e ali

Declamando José Régio

Dizendo que não vai por aí...

 

 

Mas a sabedoria do povo

Que conhece sua história, e bem

Diz que dele, nada é novo

E se preciso, até vendia a mãe

Para as tramas trazerem glória

Ao pobre sistema e sua trupe

Que já não engana ninguém


Mas houve uma juíza amiga

Que foi mais que mãezinha

Estendeu-lhe a passadeira

Voltando ele à velha intriga

E à sua deliciosa conversinha

Oferecendo a sua rica cantiga

Em conselhos, p´ra gente de bem

Os seus velhos amigos do apito

Que respeitosamente o servem

Surripiando ao gloriosos Benfica

Campeonatos, que assim se perdem


Pobre futebol cá do burgo

Que possuis tão triste criatura

Que faz do povo um grande burro

Passeando o Costa de alta finura

Pelo velho resultado usurpado

Que é o seu bem precioso amado

 

E vejam lá...


Ele, p´la sua fiel plebe é adorado

Não dando ela, com justiça

O nó cego no Mafioso bestial

Restando apenas a justiça divina

Que o visitará no juízo final


33 - Fernando Ramos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por aguiapoeta às 18:00
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