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ÁGUIA POETA

A ÁGUIA É LIVRE E LIVRE VOA NO CÉU DA CATEDRAL

ÁGUIA POETA

A ÁGUIA É LIVRE E LIVRE VOA NO CÉU DA CATEDRAL

33 - O MAFIOSO BESTIAL

03.02.21, aguiapoeta

Este poema não era para ser publicado neste blog, mas dado que a minha indignação é tanta, por nos roubarem titulos atras de titulos á 40 anos, não resisto de o publicar

  •  O MAFIOSO BESTIAL
  •  
  • No calor da uma noite sortuda
  • Num ano efervescente
  • Numa cidade de bem estar
  • Terra de boa gente
  • Sucedeu um caso inédito
  • Deveras eloquente
  • Um tal Mafioso Costa
  • Danado p´ra brincadeira
  • Jogou uma alta parada
  • Oferecendo à alternadeira
  • Pão mesa e casa posta
  • Que tarde veio dar asneira
  •  
  • A sua falsa esposinha
  • Que depois lhe fez a cama
  • Passou a ser reles galinha
  • Não, digníssima primeira-dama
  •  
  • E vejam só...
  •  
  • Que no seio do seu clube
  • Foi considerada pessoa de bem
  • Não fosse ela, mulher do Norte
  • E de alguma formosura também
  • Talvez, por ser bela e esposa ardente
  • Do gerente da caixa forte
  • Conhecido também por presidente
  • E por Padre da freguesia das Antas
  • Que ao Vaticano levou sua consorte
  • Ao reverendo Papa das horas Santas 
  • Como a Santa filha madrasta
  • De altíssimo, raro e fino porte
  •  
  • Tornou-se um caso sério
  • Este presidente batoteiro
  • De provincianismo bacoco
  • Bom conselheiro e irmão
  • Distribuindo benesses e dinheiro
  • Por árbitros amigos corruptos
  • Pró seu clube brincalhão
  • Ser o eterno pomposo primeiro
  •  
  • O pior, é que a marosca
  • Tarde foi descoberta
  • A senhora de casa posta
  • Falou tanto do que sabia
  • E lá tramou de forma esperta
  • O super Mafioso Costa
  • Um velho abutre
  • Sábio de esperteza
  • Mergulhado na podridão
  • Que lhe cobre as finas penas
  • Quando discursa na certeza
  • De que é muito bem ouvido
  • P´las suas almas seguidoras
  • Tristes,sós, e bem pequenas
  •  
  • E quem diria…
  •  
  • Ele, que antes tanto sorria
  • E à Senhora de Fátima
  • Muitas preces oferecia
  •  
  • Este piroso personagem
  • Que usa a fé como capa
  • Para fazer sacanagem
  • Aos incautos de linhagem
  • Lá foi levado à justiça
  • Dos homens de sabedoria
  • Registando dele, muitas juras
  • Apesar da reles fina trama
  • Ter sido então descoberta
  • Na sua vida de fraca chama
  • De muita manha e mentira
  • Cheia de precioso veneno letal
  • Que vagueia de mansinho
  • Por sua mente suja e aberta
  •  
  • O tal falso ofendido
  • Na civil dita Justiça
  • Jurou, jurou p´la filha
  • Pedindo intervenção divina
  • Quando se sentiu perdido
  • P´ra que caísse todos os males
  • Sobre a pessoa querida
  • Que mais ama nesta vida
  • Por ser tudo grande mentira
  • Pois diz ser maquiavélico
  • Esta torpe acusação pura
  • Pendente sobre sua triste figura
  •  
  • Pois então...
  •  
  • Este homem de muito tacto
  • E para alguns de fina cultura
  • Diz ser vítima de grave acto
  • Duma vil acusação impura
  • De gente que anda aqui, e ali
  • Declamando José Régio
  • Dizendo que não vai por aí...
  •  
  •  
  • Mas a sabedoria do povo
  • Que conhece sua história, e bem
  • Diz que dele, nada é novo
  • E se preciso, até vendia a mãe
  • Para as tramas trazerem glória
  • Ao pobre sistema e sua trupe
  • Que já não engana ninguém
  •  
  • Mas houve uma juíza amiga
  • Que foi mais que mãezinha
  • Estendeu-lhe a passadeira
  • Voltando ele à velha intriga
  • E à sua deliciosa conversinha
  • Oferecendo a sua rica cantiga
  • Em conselhos, p´ra gente de bem
  • Os seus velhos amigos do apito
  • Que respeitosamente o servem
  • Surripiando ao gloriosos Benfica
  • Campeonatos, que assim se perdem
  •  
  • Pobre futebol cá do burgo
  • Que possuis tão triste criatura
  • Que faz do povo um grande burro
  • Passeando o Costa de alta finura
  • Pelo velho resultado usurpado
  • Que é o seu bem precioso amado
  •  
  • E vejam lá...
  •  
  • Ele, p´la sua fiel plebe é adorado
  • Não dando ela, com justiça
  • O nó cego no Mafioso bestial
  • Restando apenas a justiça divina
  • Que o visitará no juízo final
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  • 33 - Fernando Ramos
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